Jonatas FELIPE

Sistemas de Informação

Resumo Origem da Teoria Geral de Sistemas e suas aplicações

 

 RESUMO DE

TEORIA GERAL DE SISTEMAS

A teoria Geral de Sistemas trouxe não só um novo modo de ver o mundo ao nosso redor como também revolucionou a Ciência Computacional e suas nova Tecnologias. Essa Ciência foi obrigada a pensar não apenas em máquinas isoladas realizando tarefas, mas sim em forma de “sistema”, em totalidade, ou seja, vários terminais enter-ligados para realizar tarefas complexas em áreas vitais como: Financeiras, Econômicas, Sociais e políticas.

Com a o enfoque sistêmico tais problemas citados acima podem ser solucionados usando método e traçando caminhos para chegar a tal objetivo. Contudo, para isso acontecer é necessário um profissional com amplo conhecimento em sistemas para escolher um modelo de solução que combine eficiência e mínimo custo numa rede complexa de interações. Isto exige computadores que possam resolver tais problemas, que um matemático, por exemplo, poderia levar dias para resolver. Esse modelo de pensamento em conjunto com inovações no hardware e software tem sido chamado de 2° Revolução Industrial.

Outra recente teoria desenvolvida foi a ” Teoria das Estruturas Planejadas” que diz respeito a maneira como podemos entender as organizações. Ela nos descreve que o único método pelo qual podemos estudar e compreender organizações como: Exército, Empresa e várias outras organizações é pelo pensamento sistêmico. Pois esse sistema nos permite estudar as variáveis que compõe as organizações e conseqüentemente mapear interações entre elas.

Especialistas enxergam uma novo tendencia do conhecimento científico atual que seria a “Elaboração de Métodos específicos para estudar os Sistemas”. Entre esses vários estudos científicos surgiu o termo “Mundo cibernético”.

Mundo Cibernético não se refere a pessoas, mas sim a “sistemas”. Com esse novo pensamento o homem torna-se uma peça substituível e consumível que se revela ser o componente casador das falhas de suas próprias criações. Pois para um funcionamento impecável das máquinas o homem tem que ser ou substituído por máquinas, computadores ou coisas parecidas, ou tornar-se padronizado, mecanizado, moldado a fazer determinadas tarefas para ter a confiança de exercer tais cargos.

Voltando a falar de “sistemas”, recentemente se tornou visível a necessidade da abordagem completa dos sistemas. Tal necessidade originou-se do fato do esquema mecanicista e do tratamento por partes ter se mostrado insuficiente para atender aos problemas teóricos, especialmente das ciências biológicas e os problemas práticos propostos pela nova tecnologia. Para o enfoque sistêmico pudesse se tornar viável, ele passou por várias criações que o tornou realizável.

Alguns biólogos, na década de 1920, ficaram intrigados com as evidentes lacunas existentes na teoria da biologia. O enfoque mecanicista naquela época parecia desprezar a concepção organísmica na biologia, que acentuasse a consideração do organismo como totalidade ou sistema e visse o principal objetivo das ciências biológicas na descoberta dos princípios de organização em seus vários níveis. O aparecimento simultâneo de idéias semelhantes independentemente umas das outras e em diferentes continentes era um sintomático indício de uma nova tendência que necessitaria, porém de tempo para chegar a ser aceita. Em conexão com o trabalho experimental sobre o metabolismo e o crescimento, de um lado, e o esforço para concretizar o programa organísmico, do outro, a teoria dos sistemas abertos foi proposta, baseada no fato bastante trivial de que o organismo é um sistema aberto, embora na época não existisse nenhuma teoria desse tipo. A biofísica aparecia assim exigir uma expansão da teoria física convencional no sentido da generalização dos princípios cinéticos e da teoria termodinâmica (sendo conhecido mais tarde como termodinâmica irreversível). Em muitos fenômenos biológicos e também nas ciências sociais e do comportamento são aplicáveis os modelos e as expressões matemáticas, que evidentemente não se incluem entre as entidades da física e da química e nesse sentido transcendem a física como paradigma da “ciência exata”. Tornou-se aparente a semelhança estrutural desses modelos e seu isomorfismo em diferentes campos, e justamente revelaram-se centrais os problemas de ordem, organização, totalidade, teleologia, etc., que eram excluídos dos programas da ciência mecanicista. Esta foi, portanto, a idéia da “teoria geral dos sistemas”.

 

No ano de 1954 foi criada a Sociedade de Pesquisa Geral dos Sistemas para impulsionar o desenvolvimento dos estudos dos sistemas teóricos aplicáveis a mais de um dos tradicionais departamentos do conhecimento. Tinha como principais objetivos de: investigar a isomorfia dos conceitos, leis e modelos em vários campos e promover a transferência útil de um campo para outro; Encorajar a criação de modelos teóricos adequados em campos onde atualmente não existem; Reduzir ao mínimo a duplicação do esforço teórico em diferentes campos; Promover a unidade da ciência mediante a melhoria da comunicação entre os especialistas.

Sintetizando, a Teoria Geral dos Sistemas foi criada para resolver problemas que, comparados com os analíticos e somatórios da ciência clássica, são mais gerais. Abaixo estão listados os enfoques mais gerais:

  • Teoria clássica dos sistemas: aplica o cálculo;
  • Computação e simulação: aplica o cálculo e simulações em laboratório;
  • Teoria dos compartimentos: define que um sistema consiste em subunidades com certas condições de fronteiras entre as quais pode haver processos de transporte; Utiliza as transformações de Laplace, introdução das redes e dos gráficos;
  • Teoria dos conjuntos: as propriedades formais gerais dos sistemas, fechados ou abertos, etc., podem ser aproximadas;
  • Teoria dos gráficos: elabora as estruturas relacionais representado-as em um espaço topológico; utiliza álgebra das matrizes;
  • Teoria das redes: ligada à teoria dos conjuntos, dos gráficos, dos compartimentos, etc. e aplica-se a sistemas tais como as redes nervosas;
  • Cibernética: sistema de controle baseada na comunicação entre o sistema e o meio e dentro do sistema, e do controle da função dos sistemas com respeito ao ambiente; utiliza a biologia e matemática;
  • Teoria da informação: baseada no conceito da informação;
  • Teoria dos autômatos: é a teoria dos autômatos abstratos, com entrada, saída, possivelmente ensaios e erros e aprendizagem. Tudo o que é logicamente possível pode ser simulado;
  • Teoria dos jogos: refere-se ao comportamento dos jogadores supostamente racionais para obter o máximo de ganhos e o mínimo de perdas mediante adequadas estratégias contra o outro jogador;
  • Teoria da decisão: teoria matemática que trata de escolhas entre alternativas;
  • Teoria da fila: otimização de arranjos em condições de aglomeração.

 

Existem modelos, princípios e leis que se aplicam a sistemas generalizados ou suas subclasses, qualquer que seja seu tipo particular, a natureza dos elementos que os compõem e as relações ou “forças” que atuam entre eles. Parece legítimo exigir-se uma teoria não dos sistemas de um tipo mais ou menos especial, mas de princípios universais aplicáveis aos sistemas em geral. Deste modo, foi postulada uma nova disciplina chamada Teoria Geral dos Sistemas. Podemos aspirar a princípios aplicáveis aos sistemas em geral, quer sejam de natureza física, biológica ou sociológica. Se estabelecermos esta questão e definirmos de modo conveniente o conceito de sistema, verificaremos que existem modelos, princípios e leis que se aplicam aos sistemas generalizados qualquer que seja seu tipo particular e os elementos e “forças” implicadas.

Porém, existe outro e mais importante aspecto da teoria geral dos sistemas. O problema básico proposto à ciência moderna é o da teoria da organização. Em princípio, a teoria geral dos sistemas é capaz de dar definições exatas desses conceitos e, nos casos adequados, submete-los à análise quantitativa.

Novembro 14, 2008 Posted by | TGS (Teoria geral dos sistemas) | Deixe um comentário

Platão, Steven Johnson e a Teoria Geral de Sistema (Bertalanffy)

Platão, Steven Johnson e a Teoria Geral de Sistema (Bertalanffy)

Há milhares de anos Platão notou um comportamento humano que, até os dias atuais ainda se faz presente. Esse comportamento que ele descreveu em uma de suas obras, livro VII do Republica, retrata o fato de que a maioria da humanidade já nasce presa a uma infeliz condição, a de viver conforme os padrões deixados pelos seus antepassados, ou seja, aprendiam que o mundo era apenas as sombras projetadas no fundo da caverna. Os indivíduos que viviam na caverna, portanto, eram condenados a viver na ignorância.

Segundo Platão tal estado de ignorância poderia ser quebrado, através de uma força externa que o libertasse de tal estado. Num primeiro momento, o individuo libertado, não conseguiria vislumbra a maravilha do mundo exterior, porém passando algum tempo, ele se aclimataria e poderia notar o mundo externo, e, aos poucos entendendo o comportamento do mesmo.

Nos dias atuais podemos comparar esta caverna ao mundo de fórmulas deixadas pelos nossos ancestrais. Esses conhecimentos que nos foram apresentados seriam as sombras projetadas na caverna de Platão. Portanto, para o entendimento de determinados fatos em nosso mundo, teríamos que nos liberta dessas fórmulas e nos expormos ao “Sol” do conhecimento, e aos poucos iremos observando a origem ou o porque de tais fatos ocorrerem.

Continuando a idéia apresentada por Platão, citaremos um exemplo de um individuo que se “libertou” dessa caverna da ignorância. Steven Johnson, escritor e autor do livro Emergência, busca explica um fenômeno presente entre nós, o da EMERGÊNCIA. De acordo com a idéia apresentada pelo autor, podemos compreender tal fenômeno como: a organização ou agrupamentos de indivíduos de uma determinada espécie, realizando tarefas coordenadas em conjunto para um bem comum. Essa organização, por sua vez, não possuindo um líder e onde cada individuo não possui um conhecimento do sistema como um todo. Um grande exemplo citado dessa teoria, um formigueiro, possui as características acima.

No formigueiro não há a presença de um líder, as formigas através de intensas relações colaterais coordenam e constroem, por si mesmas, todo o trabalho do formigueiro. Consequentemente, o sistema EMERGE de baixo para cima, pois cada formiga não possui o conhecimento do processo global, as tarefas realizadas por outras formiga, mas o conjunto de todas as tarefas realizadas proporcionam uma coordenação do formigueiro. Desse modo o formigueiro se adapta as características climáticas diferentes, por exemplo, adquirindo uma inteligência com o tempo.

Seguindo o mesmo principio, Bertalanffy, biólogo alemão, propôs a TEORIA GERAL DOS SISTEMA. Onde um sistema foi definido como sendo: Um conjunto de partes interrelacionadas que trabalham na direção de um objetivo. Como exemplo podemos citar o mesmo formigueiro descrito acima, na qual o formigueiro seria um sistema, que, por sua vez, é formado de vários subsistemas, as formigas, trabalhando em conjunto, ou seja, subsistemas se interagindo para a sobrevivência do formigueiro, que seria o objetivo do sistema.

De acordo com Bertalanffy, cada sistema faz parte de um sistema maior e também pode ser compreendido como um subsistema do mesmo.

Os sistema podem ser classificados em diversos tipos: quanto a sua natureza (natural, artificial) , origem (concreto, abstrato) e tipo (aberto, fechado).

Para fazer o download do artigo click no link a baixo:

http://www.mediafire.com/?sharekey=60c61882bba6c2ebd2db6fb9a8902bda

Agosto 19, 2008 Posted by | TGS (Teoria geral dos sistemas) | Deixe um comentário

SIG: da origem (dado) ao destino (decisão)

SIG: da origem (dado) ao destino (decisão)

O dado, quando tomado de forma isolada não propicia nenhuma vantagem, ou seja, não proporciona a compreensão de um determinado foto ou situação. Como exemplo, poderíamos imaginar a seguinte situação: um carro custa 2000. No entanto, nós questionaríamos: 2000 o que? Dólares? Reais? Esse exemplo mostra que para a compreensão de um fato, os dados precisam estar em “harmonia”. Tal “harmonia” que nos permite o entendimento do fato, podemos chamar de transformação, dos dados em informação. Por conseguinte, as informação quando estão em mesma harmonia entre si, se transforma em conhecimento.

Nas empresas, seja elas grandes ou pequenas, o conhecimento sobre determinado fato pode acarreta em ganhos, seja financeiro, em condições de trabalho ou no processo de fabricação. Mas para que ele se transforme em ganhos, alguém precisa ter as informações e tomar decisões coerentes baseadas nesse conhecimento.

Nesse estágio chegamos em outro ponto fundamental para o entendimento da SIG: de que adianta ter o conhecimento, se a base é inconfiável, ou seja, se os dados fornecidos, por determinada fonte, que compõem a informação não são precisos ou até mesmo verdadeiros.

Contudo, analisando todo o processo de transformação dos dados em informação, constatamos que, de nada adianta ter uma informação se essa, por sua vez, não é verdadeira. O que leva-nos a perceber, que devemos fazer uma “filtragem” dos dados., esse processo é de extrema importância para garantir a integridade dos dados.

As etapas de: filtragem dos dados; transformação deles em informação e a tomada de decisão baseada nessa informação, gera uma sequência de processos interligados que, pode ser compreendido como um sistema. Como sabemos que um sistema só existe para realizar determinado objetivo, vemos que esse objetivo no SIG é gerar informações confiáveis para o processo decisório em uma empresa.

Resumindo todo o processo descrito acima temos: SIG como o processo de transformação de dados em informações, quena maioria das vezes são utilizadas no processo de tomada de decisões importantes em uma empresa.

Esse sistema, descrito acima, em conjunto com os demais existentes, servem de base para a existência de uma empresa.

Para fazer o download do artigo click no link a baixo:

http://www.mediafire.com/?sharekey=60c61882bba6c2ebd2db6fb9a8902bda

Agosto 16, 2008 Posted by | SIG (Sistemas de Informação gerencial) | Deixe um comentário